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ACEA confirma queda abrupta do mercado automóvel europeu em abril

Carro desportivo elétrico cinzento em exposição numa sala moderna com grandes janelas.

Os números divulgados pela ACEA (European Automobile Manufacturers Association) vieram confirmar os cenários mais pessimistas: em abril, o mercado automóvel europeu sofreu uma quebra abrupta.

Depois de, em março, as vendas terem recuado 55,1% na União Europeia e 52,9% em toda a Europa Ocidental (UE+EFTA+Reino Unido), face ao período homólogo, abril trouxe um agravamento evidente. Foi o mês em que o continente quase parou, na sequência das medidas de controlo aplicadas para travar a pandemia de Covid-19.

Na União Europeia, a ACEA contabilizou uma descida de 76,3% nas vendas relativamente a abril de 2019. Considerando a Europa Ocidental (UE+EFTA+Reino Unido), o resultado foi ainda mais negativo, com a queda a fixar-se em 78,3%. Já no acumulado dos primeiros quatro meses do ano, o mercado europeu (UE+EFTA+Reino Unido) apresenta uma contração de 39,1%.

Os países mais afetados…

Embora praticamente todos os países tenham sentido o impacto das fortes restrições impostas para tentar conter a pandemia de Covid-19, houve mercados onde o recuo foi particularmente expressivo.

Ao analisar os dados por país, destaca-se a Itália - um dos territórios mais atingidos pela crise pandémica e o primeiro a declarar o estado de emergência - que viu as suas vendas descerem 97,6% em comparação com abril de 2019.

Ainda assim, a forte quebra foi transversal, com especial relevo para: Bélgica (-90,1%), Croácia (-87,5%), França (-88,8%), Irlanda (-96,1%), Portugal (-87%), Espanha (-96,5%) e Reino Unido (-97,3%).

… e os construtores

Naturalmente, a contração do mercado automóvel europeu refletiu-se também, de forma direta, nos resultados dos construtores.

Em abril, o grupo Jaguar Land Rover foi o que registou a maior descida nas vendas, com uma quebra de 88,6% (UE+EFTA+Reino Unido). Logo a seguir surge a Honda, cujas vendas caíram 88,5% no mesmo mês.

O grupo FCA, que tinha sido o mais afetado em março, apresentou em abril uma queda de 87,7%. No Grupo PSA, a descida foi de 82,4%; na Nissan, de 86,2%; na Mazda, de 82,6%; e na Daimler, de 80,1%, com destaque para a quebra de 96,1% nas vendas da Smart.

Quanto ao Grupo Volkswagen, líder na Europa, registou uma diminuição de 75% em abril. Os restantes construtores e grupos também sofreram recuos significativos: Grupo Renault (-79,5%), Grupo BMW (-69,7%), Grupo Hyundai (-79,3%), Grupo Toyota (-76%), Ford (-80,7%) e Volvo (-68%).

O que vem aí?

Com vários países europeus a iniciarem, de forma gradual, o levantamento das medidas de confinamento, mantém-se a expectativa de que o mercado automóvel europeu comece um processo de recuperação.

Como exemplo, o mercado automóvel chinês encontra-se praticamente restabelecido dos efeitos da pandemia, com o mês de abril a registar valores de vendas apenas 2% inferiores aos verificados no período homólogo de 2019.

Fontes: ACEA


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