Depois de mais de um mês de paragem, começam a aparecer os primeiros indícios de que a indústria automóvel europeia está a voltar ao ativo. Em Portugal, a Autoeuropa já comunicou a data de regresso às linhas de montagem, a Renault Cacia voltou a produzir, e o Centro de Produção de Mangualde do Groupe PSA, embora sem calendário oficial, já está a preparar o reinício.
Retoma da indústria automóvel em Portugal
A Autoeuropa confirmou que irá retomar a produção a partir de 27 de abril - a atividade encontrava-se suspensa desde 17 de março. Esta decisão envolve também 18 empresas fornecedoras instaladas no parque industrial da Autoeuropa.
Porquê uma retoma gradual da produção
Ainda assim, o regresso será feito de forma faseada, uma abordagem que se repete entre os construtores que já anunciaram o reinício.
Em primeiro lugar, a prioridade passa por assegurar a proteção da saúde de todos os trabalhadores: haverá maior controlo nas entradas com realização de testes, utilização de equipamentos de proteção, entre outras medidas.
Em segundo lugar, o impacto disruptivo do coronavírus impede que toda a indústria volte a funcionar “a todo o vapor” em simultâneo - existem fornecedores externos que podem não ter conseguido reiniciar operações, exigências diferentes impostas por governos, e outros constrangimentos.
Renault Cacia já produz e Mangualde entra em preparação
Se, no caso da Autoeuropa, a data para o regresso já está definida, a Renault Cacia, em Aveiro, retomou a atividade no dia 13 de abril, embora de forma reduzida.
Quanto ao Centro de Produção de Mangualde do Groupe PSA, ainda não foi divulgada uma data para o retorno à produção. No entanto, a unidade está a preparar o reinício e anunciou a adoção de um protocolo com reforço das medidas sanitárias.
Este protocolo, “partilhado com as autoridades regionais de Saúde e a Inspeção do Trabalho e enriquecido com a contribuição dos elementos da Comissão de Trabalhadores, e submetido a uma auditoria”, refere a PSA em comunicado, integra mais de 100 medidas aplicáveis a todas as atividades do grupo.
Entre as ações previstas contam-se o controlo de temperatura, a automonitorização de sintomas, o aprovisionamento de equipamentos de proteção individual (EPI), marcações no chão para garantir distâncias de segurança, a criação de uma sala de isolamento, formação e recomendações essenciais de higiene e saúde, entre outras.
E no resto da Europa?
No resto do continente, também há sinais encorajadores na indústria automóvel europeia. O anúncio mais recente foi feito pela Toyota, que aponta para 22 de abril como data de reinício da produção em França, 23 de abril na Polónia e 4 de maio para as suas fábricas no Reino Unido, Turquia e República Checa.
A Volkswagen, além de se preparar para regressar em Portugal, divulgou planos semelhantes para Zwickau, na Alemanha, e Bratislava, na Eslováquia, já a partir de 20 de abril. Entretanto, a fábrica de motores da Audi, em Gyor, na Hungria, retomou a atividade na passada terça-feira (14 de abril), ainda que de forma reduzida.
A Hyundai também já voltou a produzir na sua unidade na República Checa; a Volvo prevê reiniciar a produção em Torslanda, na Suécia, a partir de 20 de abril; e a Magna-Steyr, que fabrica o Classe G para a Mercedes-Benz na Áustria, já recomeçou a produção do emblemático todo-o-terreno.
Ainda não se trata do regresso à normalidade esperada, mas estes são sinais positivos de que estamos a avançar na direção certa, tanto na retoma da indústria automóvel europeia como no combate ao coronavírus.
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